Humanização do nascimento

Vamos conversar sobre Parto Humanizado?

Humanização do partoHá alguns anos, no Brasil, temos ouvido o termo “Parto Humanizado”. Mas o que, exatamente, isso quer dizer?
Parto humanizado é parto em casa? É parto na água? É parto sem anestesia? É parto com Doula? É parto de cócoras? Tá na moda?
Nossa, quanta pergunta, Carla! Sim, muitas perguntas. Essas e muitas outras são muito frequentes entre as pessoas, em geral, mas principalmente entre as mulheres e casais grávidos.

Então, vamos conversar um pouco e esclarecer algumas dúvidas a respeito do tal Parto Humanizado.
Dentro do processo histórico, há pouco mais de meio século, o parto, que era visto como um processo natural e fisiológico, começou a ser tratado como um procedimento médico e a mulher grávida, como uma bomba relógio, prestes a explodir.

Por que isso aconteceu? Houve uma mudança de cultura, em que a medicalização e o medo foram tomando conta das pessoas e atingiram em cheio a gestação e o nascimento, que são momentos de uma importância ímpar, na vida das famílias.
Com isso, as mulheres, os bebês e o nascimento passaram a ser tratados em série, como se fossem todos igualmente problemáticos. E como se todos eles precisassem passar por todas as intervenções que existem para poder “dar certo”.

Dentro desse cenário, ouvimos, há muitos anos, histórias tristes que hoje conhecemos como violência obstétrica. Afinal, se somos apenas um número, um protocolo, um procedimento, então, não temos o direito de sentir. Não podemos sentir medo, insegurança  e muito menos prazer. Não podemos “sair do padrão”. Não podemos nos movimentar, comer e, quem dirá, gritar.

Mas, num determinado momento, as mulheres passaram a questionar essa postura, esses protocolos e procedimentos e, ainda mais, exigir respeito e reivindicar para si o protagonismo de seus partos, de seus corpos e suas histórias. E foi aí que “nasceu” a tal humanização do parto.

Portanto, o parto humanizado não é um tipo específico de parto. A humanização do parto tem a ver com o respeito aos desejos e decisões da mulher. É o respeito à mulher como pessoa única, em um momento da sua vida em que necessita de atenção e cuidado. É o respeito, também, à família em formação e ao bebê, que tem direito a um nascimento sadio e harmonioso.

Entendendo esse princípio, podemos dizer que humanizar o nascimento é:
– Reconhecer o parto normal como evento fisiológico que, na maioria das vezes, não precisa de qualquer intervenção.
– Entender que a mulher é capaz de conduzir o processo e é protagonista do seu parto.
– Respeitar a individualidade de cada mulher,  seu processo, seus medos e suas necessidades físicas e emocionais.
– Permitir privacidade, movimentação, alimentação e a escolha da mulher pela melhor posição para o parto.
– Informar a mulher sobre os procedimentos e suas consequências, pedindo autorização para realiza-los.
– Promover ambiente acolhedor e oferecer à mulher os melhores recursos disponíveis para que ela se sinta segura e acolhida.
– Prestar assistência ao parto com base em evidências científicas e não em tradições.
– Garantir a presença de um acompanhante durante todo o tempo.
– Permitir e incentivar contato imediato da mãe com o bebê logo após o nascimento e garantir à dupla mãe-bebê o direito de permanecerem juntos durante todo o período de internação.

Concluindo, o parto humanizado pode acontecer no ambiente que a mulher escolher, inclusive no hospital, na posição em que a mulher se sentir mais confortável. Dentro ou fora da água, com ou sem Doula, com ou sem anestesia, se usada com critério e consciência. Ou seja, o parto é humanizado quando a mulher e suas escolhas são respeitadas.

Moda? De jeito nenhum! É um movimento que iniciou tímido e está crescendo, cada vez mais. E agora, que as mulheres tem informação e consciência, não tem mais como voltar atrás.

sono do bebe

8 fatos sobre o sono dos bebês que todo pai e toda mãe deveriam saber

Para melhor entender como tornar possível que você e seu bebê apreciem a hora de ir dormir e permaneçam dormindo, aqui vão alguns princípios do sono que todo pai/mãe recentes precisam entender.

1. Como você dorme – Depois de vestir-se ou despir-se para ir para a cama, a maioria dos adultos relaxa para o sono ao executar vários rituais noturnos: leitura, música, TV ou sexo. Quando você adormece, os centros elevados no cérebro começam a descansar, possibilitando a você entrar nos estágios de sono profundo chamados “não-REM” (REM da sigla em inglês para movimentos rápidos dos olhos), ou sono profundo (também chamado de sono tranqüilo). Sua mente e seu corpo estão mais tranqüilos durante esse estágio do sono. Seu corpo está parado, sua respiração está superficial e regular, seus músculos estão soltos e você está “chapado”. Depois de uma hora e meia nesse estágio de sono tranqüilo, seu cérebro começa a “despertar” e começa a trabalhar, o que tira você do sono profundo, trazendo-o para o sono leve ou sono ativo, chamado de sono REM (movimento rápido dos olhos). Durante esse estágio do sono seus olhos realmente se movem sob suas pálpebras enquanto seu cérebro se exercita. Você sonha e começa a se mexer e talvez até arrume as cobertas sem estar totalmente acordado. É durante esse estágio do sono que você talvez acorde para ir ao banheiro, para depois retornar à cama e mergulhar num sono profundo. Estes ciclos alternados de sono leve e profundo continuam a cada duas horas ao longo da noite, então um adulto típico pode ter uma média de seis horas em sono tranqüilo e duas horas em sono ativo. Portanto, você não dorme profundamente a noite toda, embora talvez sinta como se dormisse.

Início do Sono

2. Como bebês iniciam o sono – Você está embalando, caminhando ou amamentando seu bebê e as pálpebras dele começam a fechar assim que ele adormece em seus braços. Os olhos dele fecham-se completamente, as pálpebras continuam a tremer e a respiração ainda é irregular. As mãos e braços estão flexionados, e ele pode se assustar, contrair os músculos e sorrir rapidamente, é o chamado “sorriso do sono”. Ele talvez continue a sugar com a boca tremendo. Assim que você dobra seu corpo para colocar seu bebê “adormecido” no berço e tentar sair silenciosamente de perto, ele acorda e chora. Isso acontece porque ele não estava completamente adormecido. Ele estava ainda naquele estágio de sono leve quando você o colocou no berço. Agora tente novamente seu ritual noturno, mas continue por mais tempo (cerca de 20 minutos a mais). Você vai notar que o bebê pára de sorrir e de contrair-se; a respiração dele torna-se mais regular e superficial, os músculos completamente relaxados. Os punhos fechados abrem-se e os braços e pernas ficam pendurados como se não tivessem peso algum. Martha e eu chamamos isso de “membros bambos”, um sinal de sono profundo. O bebê agora está num sono mais profundo, permitindo que você o coloque no berço e saia de perto, suspirando aliviado e satisfeito porque seu bebê finalmente está descansando confortavelmente.

LIÇÃO NÚMERO 1 PARA OS PAIS NA HORA DE DORMIR: Bebês precisam dos pais para dormir, não podem simplesmente ser postos para dormir. Alguns bebês podem ser colocados no berço sonolentos mas ainda acordados e cair no sono por si sós, outros precisam de ajuda dos pais, sendo embalados ou amamentados para dormir.

A razão é que, enquanto adultos podem geralmente ir direto para o estágio de sono profundo, bebês nos seus primeiros meses de vida caem no sono através de um período inicial de sono leve. Depois de 20 minutos ou mais eles gradualmente entram no sono profundo, do qual eles não são tão facilmente despertados. Como você provavelmente sabe por experiência própria, se você tentar apressar seu bebê para colocá-lo na cama enquanto ele ainda está no estágio inicial de sono leve, ele geralmente acorda. Muitos pais e mães me dizem: “Meu bebê precisa estar completamente adormecido antes que eu possa colocá-lo no berço.” Em alguns meses, alguns bebês podem cair num sono profundo mais rapidamente, ultrapassando o longo estágio de sono leve. Aprenda a reconhecer os estágios de sono do seu bebê. Espere até que seu bebê esteja num sono profundo antes de mudá-lo de um lugar para outro, como da sua cama para o berço ou da cadeirinha do carro para cama/berço.

3. Bebês têm ciclos de sono mais curtos que você. Permaneça em pé ao lado do seu bebê adormecido e observe enquanto ele dorme. Cerca de uma hora depois que ele adormece, ele começa a se encolher, revira-se um pouco, suas pálpebras mexem, ele esboça um sosrriso, sua respiração torna-se irregular, seus músculos contraem-se. Ele está novamente entrando na fase de sono leve. O tempo de transição entre sono profundo e sono leve é um período vulnerável durante o qual muitos bebês vão acordar se houver algum estímulo desconfortável ou irritante, como fome.

Se o bebê não acordar, ele permanecerá neste período de sono leve durante os próximos 10 minutos e retorna novamente para o sono profundo. Os ciclos de sono dos adultos (passagem de sono leve para profundo e depois de volta ao sono leve) duram em média 90 minutos. Os ciclos de sono dos bebês é mais curto, durando 50 a 60 minutos, então eles vivenciam um período vulnerável para acordar no meio da noite a cada hora ou até menos. Quando seu bebê entra no ciclo de sono leve, se você colocar uma mão carinhosa nas costas dele e cantar uma cantiga de ninar calma, ou somente permanecer ao lado do bebê se ele estiver na sua cama; você pode ajudá-lo a superar esse período de sono leve sem acordar.

LIÇÃO NÚMERO 2 PARA OS PAIS NA HORA DE DORMIR: Alguns bebês precisam de ajuda para adormecerem novamente.

Alguns bebês “auto-suficientes” podem superar o período vulnerável sem despertarem completamente e se eles acordam, eles podem retornar ao sono profundo sozinhos. Outros bebês precisam de uma mão carinhosa, uma voz ou o seio da mãe para retornar ao sono profundo. A partir destas diferenças únicas no ciclo de sono, aprendemos que um dos objetivos da atuação dos pais na hora de colocar os bebês para dormir é criar um ambiente que auxilie o bebê a superar o período vulnerável e retornar ao sono profundo sem acordar.

4. Bebês não dormem tão profundamente quanto você. Não só os bebês levam mais tempo para adormecer como também têm períodos vulneráveis para acordar com mais freqüência; eles têm duas vezes mais períodos de sono ativo ou leve que os adultos. À primeira vista, isso parece injusto com os pais cansados depois de um longo dia de cuidados com o bebê. Entretanto, se você considerar o princípio de desenvolvimento por trás da forma como os bebês dormem – ou não – por uma razão vital, pode parecer mais fácil para você compreender as necessidades do seu bebê na hora de adormecer e desenvolver um estilo de “hora de dormir” que ajude mais do que prejudique os ritmos naturais de sono do bebê. É aqui que aparecem os meus conflitos com os “treinadores de sono” modernos que recomendam uma variedade de técnicas e apetrechos para ajudar o bebê a dormir mais profundamente durante a noite – há um preço, e talvez, um risco.

Uma questão de sobrevivência

5. Acordar durante a noite traz benefícios à sobrevivência. Nos primeiros meses de vida, as necessidades do bebê estão no limite máximo, mas sua habilidade de comunicá-las é mínima. Suponhamos que um bebê permanece profundamente adormecido durante a maior parte da noite. Algumas necessidades básicas iriam permanecer não supridas. Bebês novinhos têm estômagos diminutos e o leite materno é digerido muito rapidamente. Se o estímulo de fome do bebê não o acordasse facilmente, isso não seria bom para sobrevivência dele. Se um nariz entupido e uma dificuldade respiratória, ou um ambiente frio o incomodassem e o estado de sono estivesse tão profundo que ele não pudesse comunicar tais necessidades, a sobrevivência dessa criança estaria em jogo.

Uma coisa que aprendemos durante nossos anos em pediatria é que bebês fazem o que fazem porque eles foram programados dessa forma. No caso do sono do lactente, pesquisas sugerem que o sono ativo protege os bebês. Imagine que seu bebê dormisse como um adulto, o que significaria o predomínio do sono profundo. Parece maravilhoso ! Para você, talvez, mas não para o bebê. Imagine que o bebê tivesse necessidade de calor, comida, ou uma via aérea desobstruída, mas porque ele estivesse dormindo tão profundamente ele não pudesse despertar e reconhecer ou agir para ter suas necessidades supridas. O bem-estar do bebê estaria ameaçado. Parece que bebês nascem programados com padrões de sono que possibilitam acordar em resposta a circunstâncias que ameaçam seu bem-estar. Nós acreditamos e pesquisas respaldam que os estágios freqüentes de sono REM servem ao melhor interesse psicológico dos bebês durante os primeiros meses, quando seu bem-estar está mais ameaçado.

LIÇÃO NÚMERO 3 PARA OS PAIS NA HORA DE DORMIR: Encorajar um bebê a dormir profundamente demais, cedo demais, pode não servir ao melhor interesse de sobrevivência e desenvolvimento do bebê. É por isso que novos pais, vulneráveis aos apelos dos “treinadores do sono” para conseguir que seus bebês durmam a noite, não devem se sentir pressionados a conseguir que seus bebês durmam por tempo demais, profudamente demais, cedo demais.

6. Acordar durante a noite tem seus benefícios em termos de desenvolvimento. Pesquisadores do sono acreditam que bebês dormem de forma mais “inteligente” que os adultos. Eles teorizam que o sono leve ajuda o cérebro a desenvolver-se porque este não descansa durante o sono REM. De fato, o fluxo sangüíneo até o cérebro quase dobra durante o sono REM. (Esse aumento de fluxo sangüíneo é particularmente evidente na área do cérebro que controla automaticamente a respiração). Durante o sono REM o corpo aumenta a sua produção de certas proteínas nervosas, os “tijolos” de construção do cérebro. Acredita-se que a aprendizagem também ocorra durante o estágio ativo de sono. O cérebro pode usar esse momento para processar informações adquiridas enquanto desperto, armazenando o que é benéfico ao indivíduo e descartando o que não é. Alguns pesquisadores do sono acreditam que o sono REM age para auto-estimular o cérebro em desenvolvimento, provendo imagens benéficas que promovem o desenvolvimento mental. Durante o estágio de sono leve, os centros mais elevados do cérebro permanecem operando, mas durante o sono profundo esses centros são desligados e o bebê é mantido através dos centros inferiores do seu cérebro. É possível que durante o estágio de crescimento rápido do cérebro (o cérebro dos bebês cresce até cerca de 70% do volume adulto durante os primeiros 2 anos), o cérebro precise continuar funcionando durante o sono para desenvolver-se. É interessante notar que prematuros passam ainda mais tempo do seu sono (aproximadamente 90%) em REM, talvez para acelerar o crescimento cerebral.

Como se pode ver, o período da vida quando humanos dormem mais e o seu cérebro se desenvolve mais rapidamente é também aquele em que eles têm o sono mais ativo. Certa vez, quando eu estava explicando a teoria do sono leve que desenvolve o cérebro dos bebês, uma mãe cansada de um bebê muito alerta deu uma gargalhada e disse “se isso é verdade, meu bebê vai ser muito inteligente”.

7. À medida em que crescem, os bebês atingem a maturidade do sono. “Okay”, você diz, “eu entendo o planejamento do desenvolvimento, mas quando meu bebê vai dormir durante a noite toda ?” A idade na qual os bebês se acomodam – o que significa quando eles adormecem rapidamente e permanecem adormecidos varia enormemente entre os bebês. Alguns adormecem facilmente, mas não permanecem adormecidos. Outros adormecem com dificuldade mas permanecem adormecidos. Outros bebês que provocam exaustão nem querem adormecer nem permanecem adormecidos.

Nos primeiros 3 meses de vida, bebezinhos raramente dormem por mais que 4 horas seguidas sem precisarem de uma mamada. Bebezinhos novinhos têm estômagos diminutos. Mesmo assim, eles dormem um total de 14-18 horas por dia. Entre 3 a 6 meses de idade, a maioria dos bebês começa a se acomodar. Eles estão acordados por períodos maiores durante o dia e alguns podem até dormir por 5 horas seguidas durante a noite. Entre 3 a 6 meses, esteja preparado para uma ou duas levantadas durante a noite. Você também verá que o período de sono profundo aumenta. Os períodos vulneráveis para acordar durante a noite diminuem e os bebês são capazes de entrar num sono profundo mais rapidamente. Isso é chamado maturidade do sono.

Hábitos de sono

LIÇÃO NÚMERO 4 PARA OS PAIS NA HORA DE DORMIR: Um fato importante a ser lembrado é que os hábitos de sono de seu bebê são mais um retrato do temperamento do seu bebê do que o estilo de seus pais colocarem-no para dormir. Tenha em mente que outros pais geralmente exageram quanto à quantidade de horas que os bebês deles dormem, como se isso fosse um distintivo de “bons pais”, quando na verdade não é. Não é por sua culpa que o bebê acorda.

8. Bebês ainda acordam. Há uma variação entre os bebês sobre quando eles amadurecem para esses padrões de sono semelhantes ao de adultos. Entretanto, apesar de os bebês atingirem essa maturidade do sono entre a segunda metade do primeiro ano de vida, muitos ainda acordam. O motivo ? Estímulos dolorosos, como resfriados e dores da erupção dos dentes, tornam-se mais freqüentes. Acontecimentos importantes no desenvolvimento, como sentar, engatinhar, caminhar, levam os bebês a “praticarem” suas novas habilidades enquanto dormem. Então entre um e dois anos de idade, quando o bebê começa a dormir durante os estímulos para acordar acima mencionados, outras causas levam-no a acordar durante a noite, como ansiedade de separação e pesadelos.

Mesmo compreendendo o porquê de bebês terem uma tendência a acordar durante a noite, conclui-se que é importante tanto para pais quanto para os bebês terem uma noite de sono reparador, senão bebês, pais e seu relacionamento não vão vingar.

Postado originalmente na comunidade Soluções para noites sem choro, do Facebook.

Traduzido por Flávia Mandic do site do dr. Sears: https://goo.gl/ySeuBA

Programação de Setembro

maternidade consciente

O  mês de setembro está intenso. Já tivemos encontro do Gesta Curitiba, duas turmas do Curso de Shantala e aromaterapia para bebês  e ainda tem muita coisa para acontecer.

Para participar do encontro do Mama Curitiba – Grupo de Apoio à Amamentação, manda um whats para 41.99191-7770.

Para comprar o ingresso da Palestra sobre amamentação do Acolhe – Conexões Maternas: clique aqui https://goo.gl/cSn9mJ

Para adquirir ingresso para a palestra “Preparação para o parto” do Acolhe – Conexões Maternas clique aqui: https://goo.gl/Ypxb89

Para se inscrever no curso de Shantala do Sosseguinho clique aqui: https://goo.gl/cPVoZi

Além disso, meu pedido é para que você visite a página do Evento Acolhe – conexões maternas, confira a programação e os palestrantes. Tem muita atividade bacana para as mães de Curitiba e Região.

 

Oleo essencial de laranja doce

Laranja doce – o óleo essencial das crianças.

Oleo essencial de laranja doce

Citrus aurantium var. dulcis – Citrus sinensis

Aromacologia: “Óleo Essencial das crianças”
Seu aroma traz leveza ao ambiente, estimulando a alegria de viver e a autoconfiança.
Purificador ambiental, limpa atmosferas viciadas.
Traz alegria para os ambientes, combate inquietude, nervosismo, ansiedade e tristeza.
Relaxa e acalma agitação infantil.
Difundir Óleo Essencial de laranja antes de adormecer ajuda o desprendimento de preocupações cotidianas e conduz a um sono profundo e reparador.
Família: Rutaceae.
Etimologia: provém do vocábulo árabe narandj. Foi introduzida no mediterrâneo pelos portugueses no século XV. No século XVI chega a América do Norte, onde adquire, no século posterior, uma grande importância industrial. Existem diferentes espécies de laranja, sendo a duas espécies mais encontradas no mercado internacional a laranja pera (Citrus aurantium var. dulcis – Citrus sinensis) e a laranja amarga ou laranja da terra (Citrus aurantium var. amara; Citrus bigaradia). As indicações terapêuticas são similares com pequenas diferenciações.
Sinônimos populares: laranja pera.
Origem: sudeste da Ásia, Indochina, sul da China e Índia.
Parte da planta utilizada: casca.
Forma de extração: prensagem a frio.
Rendimento: 100Kg de cascas frescas do fruto maduro – 1/2Kg de Óleo Essencial. O Brasil é o maior produtor de Óleo Essencial de laranja doce.
Propriedades terapêuticas e principais indicações:
Diurético, drena a linfa, útil em tratamentos de redução de edemas e celulite.
Antiespasmódico (cólicas intestinais e espasmos digestivos).
Digestivo (gases, prisão de ventre e má-digestão). Ansiolítico, equilibra o apetite via hipotálamo (falta de apetite, anorexia).
Calmante cardíaco, acalma o mal-estar cardíaco ocasionado pela tensão nervosa, alivia a tensão em consultórios odontológicos. Bom para aromatizar salas de espera de dentistas.
Relaxante do sistema nervoso, acalma a agitação infantil, insônia.
Hipotensor leve.
Combate o nervosismo e a insônia, trata hiperatividade e bipolaridade.
Hidratante da pele.
Toxicidade: fotossensível.
Contraindicações: não expor-se ao sol até 6h após seu uso.
Fricção para adormecer: pingue 15 gotas de Óleo Essencial de laranja doce em 15ml de Óleo Vegetal. Com esta sinergia, massageie a região do peito. Pode-se também pingar 10 gotas de Óleo Essencial de laranja doce em 10 ml de Óleo Vegetal e friccionar a coluna vertebral ou 5 gotas na planta de cada pé e friccioná-los;
Para acalmar e estimular a alegria de viver relaxadamente: pingue 3 gotas de Óleo Essencial de laranja doce no colar aromático individual.
Fonte: http://terra-flor.com/blog_ler.php?post=184
#aromaterapia #oleosessenciais #maternidade #maternagem #vidademae #shantala #massagemdobebe #mamain #maeebebe
Amamentação

Seu bebê só quer mamar um peito?

Quem está, de alguma forma, envolvido com a amentação sabe que é bem comum que os bebês elejam um peito favorito. De um lado, ele se deleita. Do outro, fica incomodado, chora e até recusa.
Mamar apenas de um lado não é necessariamente um problema, principalmente em caso de bebês novinhos, que estão se adaptando, junto com a mãe, à amamentação. Mas, no caso de o bebê rejeitar  frequentemente um seio, ele pode diminuir a produção, fazendo com que essa rejeição seja cada vez maior e o seio produza cada vez menos, em um ciclo vicioso até que a produção de um dos lados cesse.
Por que isso acontece?
As principais causas que podem levar o bebê a rejeitar uma das mamas são:

Maior conforto na posição de um dos lados.
Às vezes a mãe consegue acomodar o bebê mais confortavelmente em um dos lados, e no outro, o bebê se sente desconfortável, tendo dificuldades em “agarrar” a mama.

Dor em algum lugar do corpo do bebê
O bebê pode estar sentindo alguma dor causada por vacinas, fraturas, mal jeito, dor de ouvido unilateral ou qualquer tipo de dor, fazendo com que ele se incomode em determinadas posições.

Menor produção em um dos seios
No caso de um dos seios estar produzindo menos leite, é natural que o bebê opte pelo outro lado por ter mais facilidade para extrair o leite da mama.

Diferença nos mamilos
Sim, os mamilos são diferentes entre si. E isso pode ocasionar mais dificuldade para o bebê abocanhar um dos lados, fazendo com que ele tenha preferência pelo outro.

Problema em um dos seios
Em casos de problemas como mastite ou candidíase, o bebê pode rejeitar o seio por causa da modificação no sabor do leite, que torna-se, de certa forma, desagradável ao seu paladar.

O que fazer?
Existem algumas estratégias ou “truques” para ajudar a resolver essa questão.
Comece a mamada sempre pelo seio que o bebê recusa. Quando está com mais fome, tem mais chances de aceitar. Mas não espere que ele esteja chorando de fome, pois nesse ponto, ele tende a estar mais irritado e ter mais dificuldades com a pega.
Ofereça a mama rejeitada quando o bebê estiver sonolento, porém tranquilo.
Utilize nessa mama a posição invertida, com o corpo do bebê na lateral do corpo da mãe, sob a axila, posição com o bebê sentado ou com a mãe deitada. Às vezes o problema está apenas na posição
Tenha paciência, carinho e contato físico com o bebê. Não force que ele aceite a mama. Isso pode causar mais resistência.
Enquanto tenta ajustar a preferência do seu bebê, uma boa opção é ordenhar a mama que ele  não aceita, para manter a produção do leite e/ou estimular a produção desse lado, caso esse seja justamente o problema que está ocasionando a rejeição. O leite extraído pode ser oferecido no copinho.
Outra opção é procurar um pediatra amigo da amamentação ou uma consultora para avaliar as mamas e verificar se há algum problema fisiológico.
Se você tentou tudo isso e nada funcionou, fique tranquila. É possível amamentar em apenas um dos lados sem nenhum prejuízo nutricional para o seu bebê. Lembre-se que há mães que amamentam gêmeos exclusivamente e que a produção do seu corpo se ajusta de acordo com a demanda do bebê.  Ao passar a amamentar em apenas um seio, ele passará a produzir o suficiente para satisfazer a necessidade do seu filho.

Amamentação e vínculo afetivo

Como a amamentação contribui para o vínculo emocional mãe-bebê

Em Semana Mundial de Aleitamento Materno, com o tema voltado às alianças, fico feliz em receber essa contribuição muito especial da Psicóloga Graziela Becker.

“Essa semana é especial e o assunto mais ainda. Vamos falar sobre a importância da amamentação e seus benefícios para o vínculo emocional mãe-bebê. Amamentar é um assunto muito abordado assim que a mulher se torna mãe. Durante a gestação também é o momento de preparação para a lactação.

O vínculo emocional mãe-bebê vai sendo construído desde a gestação, mas é após o nascimento que os cuidados se intensificam, as emoções dessa mãe ficam a flor da pele, surgem questionamentos, dúvidas e inseguranças, afinal a amamentação vem acompanhada de disponibilidade, doação em período integral, dia e noite.

A amamentação é um momento em que o bebê se sente amparado pelo corpo materno e assim pode sentir o contato e sugar com tranquilidade, pois a amamentação proporciona segurança e conforto para a criança. Para a mãe, esse momento também deve ser visto dessa forma, como um momento agradável que contribui para a produção de leite e amor. O bebê já nasce com o reflexo de sucção o que contribui para que esse momento seja construído e único entre a mãe e o bebê.

A lactação é a oportunidade que a mulher tem para se conectar com seus aspectos mais internos, suas raízes emocionais, deixando aflorar os instintos maternos que fazem parte da construção genética feminina. Quando a mãe se permite vivenciar tudo isso, o encontro e o vínculo construído com o bebê se desenvolve de forma natural, a ligação simplesmente acontece, é difícil encontrar em palavras uma definição que traduz essa díade.

No momento em que a mulher se permite ser ela mesma, utilizar do apoio, proteção e da sua confiança materna, as dificuldades ficam pequenas. Isso proporciona fortalecimento, encontrando a melhor maneira junto com seu bebê para manter a amamentação até o momento em que for bom para ambos. O bem estar emocional, a troca de afeto e o amor que a amamentação proporciona é um vínculo único e contribuirá muito para o desenvolvimento emocional do bebê.”

Com carinho, Psicóloga Graziela Becker
www.facebook.com/maternarecuidar

Amamentação

Semana Mundial de Aleitamento Materno 2017

A Semana Mundial de Aleitamento Materno – SMAM – é uma ação que ocorre, atualmente, em 120 países ao redor do mundo e é celebrada de 01 a 07 de agosto, todos os anos, com o objetivo de promover e fortalecer a amamentação.
Em 1990, durante um encontro da OMS e da UNICEF, foi assinada por diversos países e instituições não governamentais a “Declaração de Inocentti”, um documento que define como metas:
– Estabelecer um comitê nacional de coordenação da amamentação;
– Implementar os “10 passos para o sucesso da amamentação” em todas as maternidades;
– Implementar o Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno e
todas as resoluções relevantes da Assembléia Mundial de Saúde;
– Adotar legislação que proteja a mulher que amamenta no trabalho.
Em 1992, a SMAM foi instituída pela WABA, Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação, a fim de promover essas metas.
No Brasil, a semana é coordenada pelo Ministério da saúde desde 1999, com o apoio de Organismos Internacionais, Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais, Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Hospitais Amigos da Criança, Sociedades de Classe e ONGs.
Todo ano a WABA define o tema mais relevante a ser abordado pela SMAM e esse tema pode ser adaptado à realidade ou necessidade dos países a fim de alcançar mais e melhores resultados.
Neste ano, o tema trabalhado será “Trabalhar juntos para o bem comum”, reforçando a importância de se estabelecer alianças entre os diversos setores da sociedade para alcançar o objetivo 17 dos ODS (Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável), com especial atenção aos conflitos de interesse que possam existir e respeitando sempre Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno – NBCAL no Brasil, as resoluções da OMS e a Estratégia Global para a Alimentação do Lactente e Criança Pequena.
Analisando essas informações, fica muito clara a importância da participação da sociedade no fortalecimento e promoção do aleitamento materno, divulgando, informando e apoiando mães no processo de amamentação.
Para celebrar a SMAM 2017, o Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno Mama Curitiba irá reunir-se em uma sessão fotográfica que tem o objetivo de naturalizar e divulgar amplamente a prática da amamentação e também chamar a atenção da sociedade para o tema.
Haverá uma sessão coletiva de fotos realizada pela fotógrafa e doula Amanda Nunes. As mães que quiserem fotos individuais poderão recebê-las no formato digital pelo custo de R$ 20,00.
O encontro acontecerá no dia 28/07, sexta-feira que antecede a SMAM, às 15 horas, na Rua Fernando Amaro, 60, no Instituto A Tenda.
Mais informações podem ser encontradas no link https://www.facebook.com/events/671803039671909/ ou pelo whatsapp 41-99191-7770.

Solidão Materna

Puerpério – Que bicho é esse?

“Me preparei tanto para o parto, mas ninguém me alertou sobre tudo o que viria depois!”. Essa é uma declaração que ouço com muita frequência.

Esqueça os comerciais de margarina e de dia das mães e prepare-se para a maternidade real.

Quer saber o que acontece depois que o seu bebê nasce? Acontece o puerpério. Sem querer assustar, esse é um período muito louco, muito intenso. Às vezes achamos que estamos enlouquecendo. Mas passa. Isso também passa. Aliás, é esse o eterno mantra materno. Do início ao fim.

Esse nome estranho refere-se ao período pós-parto, considerando o tempo que a mulher leva para retornar ao seu “estado normal”. Não tenho certeza se realmente retornamos à normalidade um dia.

É lindo! Tem um bebezinho, tem muito amor, conexão, carinho, leite, visitas… Mas tem insegurança, falta de sono, choro (da mãe e do bebê), palpites, solidão e a culpa, como eu já disse nesse post aqui http://mamain.com.br/category/ser-mae/

É um período de adaptação da dupla mãe-bebê e dessa dupla com a família toda, a nova realidade, o universo. De construção de um relacionamento que não acontece automaticamente, como a maioria de nós espera. É um momento reconstrução da identidade mãe, de muitos questionamentos, novos valores, novas escolhas. De transição de filha para mãe. De se impor com relação às certezas e escolhas da nossa própria mãe.

Alguns autores afirmam que, nesse período, acontece uma regressão emocional da mulher, para que ela fique mais próxima da situação do bebê, que por sua vez tem uma necessidade muito grande de contato físico e atenção, o que, muitas vezes, nos deixa exaustas.

A sociedade nos cobra que retornemos muito rápido ao que éramos antes. Como pessoa, como mulher, como esposa, como profissional. E nós nos cobramos muito também.

Amamentar dá trabalho. Às vezes dói, embora não deva. Cansa. Pode ser muito solitário. Gera insegurança.

Para passar por isso de uma forma mais leve, mais suave, existem alguns caminhos.

– Eu costumo dizer que o melhor meme da internet para a maternidade é “Aceita que dói menos!”. Esse é um momento de entrega. Um momento em que precisamos abdicar de todo o resto para conseguir nos conectar com esse serzinho que acabou de chegar, que precisamos conhecer e entender e por quem nos sentimos tão responsáveis.

Inclua o pai no processo. Faça com que ele participe desse processo e entenda também. A única coisa que o pai não pode fazer, é amamentar. E o ideal é que o pai resolva todo o resto da vida (contas, compras, casa, comida) para que a mãe possa passar por esse momento de entrega com tranquilidade. Se você não tem o pai ao seu lado, procure ter outro aliado, como a sua mãe, irmã ou uma grande amiga.

– Organize a vida antes de o bebê nascer. Programe a alimentação da semana, compre marmitas, peça ajuda.

– Cerque-se de pessoas positivas, que te ajudem de verdade e com amor. Ter uma rede de apoio é essencial. 

– Por falar em apoio, participe de grupos presenciais na sua cidade, rodas de conversa, grupos de facebook e whatsapp que proporcionem uma troca saudável. Faz toda a diferença da vida quando você descobre que isso tudo não acontece só com você.

Grude no bebê, cheire, amasse, lamba a cria. Tudo isso ajuda nessa conexão, faz com o bebê sinta-se amado e aceito. Isso tudo passa muito rápido, eles crescem e a gente nem vê.

Tente ter um tempo só seu, nem que seja para um banho mais demorado, uma volta na quadra, uma refeição tranquila.

Chore, se quiser. Nosso corpo está um turbilhão de hormônios, nossas emoções estão à flor da pele, estamos vivendo todos os sentimentos possíveis ao mesmo tempo.

– Se sentir necessidade, procure ajuda especializada. Consulte sua doula, chame uma consultora em amamentação, fale com o pediatra, o obstetra.

– Lembre-se! Isso também vai passar.

Toque afetivo

O Poder do Toque

Até há pouco tempo, gestos como um afago ou um tapinha nas costas eram ignorados pela ciência.

“ Tocar pode significar dar vida”, dizia o mestre renascentista Michelangelo Buonarroti. Na célebre pintura do artista italiano, no teto da Capela Cistina, no Vaticano, A Criação de Adão, Deus insufla vida ao primeiro homem tocando seu dedo indicador. Para os cientistas, entretanto, o toque nunca havia despertado muito interesse. Um tapinha nas costas ou uma carícia no braço são, em geral, colocados na relação de gestos incidentais como franzir a testa ou apoiar o queixo na mão. Na verdade, não são.

Estudos recentes demonstram que o toque é muito mais importante do que se imagina. Ele é fundamental, por exemplo, na comunicação humana, no estreitamento de relações e na saúde. “(O toque) é a primeira linguagem que aprendemos e nosso mais rico meio de expressão emocional através da vida”, diz o norte-americano Dacher Keltner, professor de psicologia da Universidade da Califórnia, Berkeley, um dos mais renomados pesquisadores da área.

O antigo menosprezo em relação ao toque provavelmente tem raízes no modo como cada cultura o vê. Os primatas passam entre 10% e 20% de seu tempo de vigília afagando a pele ou os pelos de outros membros de sua comunidade, porque o exercício é um meio importante para construírem relacionamentos de cooperação. Entre os parentes humanos, porém, esses índices são bem mais variáveis. Norte-americanos e ingleses, por exemplo, quase não se tocam, enquanto povos de origem latina, como brasileiros e italianos, tocam-se muito.

Nos anos 1960, o psicólogo canadense Sidney Jourard já salientava essas diferenças ao estudar conversas entre amigos de várias partes do mundo.

Animais lambidos e acariciados pelas mães, na infância, se mostram mais calmos e resilientes diante de fatores de estresse na fase adulta, além de exibirem um sistema imunológico mais forte.

Os ingleses que ele observou, por exemplo, não se tocaram nenhuma vez; os norte-americanos, duas. Já os franceses tocaram um ao outro 110 vezes por hora e os porto-riquenhos, 180 vezes por hora. Em inglês, a recorrente expressão “don’t touch me” (não me toque) é considerada um indicador do caráter reservado dos anglo-saxônicos.

Não tocar o outro ou tocá-lo pouco não impede, é claro, as sociedades de atingirem um estágio adiantado de desenvolvimento, como a inglesa e a norte-americana são exemplos. Mas a ciência moderna mostra que o toque é muito benéfico – algo observável já no início da vida. Segundo um estudo da médica norte-americana Tiffany Field, diretora do Instituto de Pesquisas do Toque da Universidade de Miami, bebês prematuros que receberam três sessões diárias de 15 minutos de massagem terapêutica (o processo pelo qual vários tipos de toques e carícias são aplicados no corpo para melhorar a saúde e aumentar o bemestar), por um período de cinco a dez dias, ganharam 47% de peso a mais do que aqueles cujo tratamento seguiu o roteiro tradicional.

Uma pesquisa com ratos, feita pela psicóloga norte-americana Darlene Francis e pelo psiquiatra canadense Michael Meaney, revela que os animais muito lambidos e acariciados pelas mães, na infância, se mostram mais calmos e resilientes diante de fatores de estresse na fase adulta, além de exibirem um sistema imunológico mais forte.

Segundo Keltner, é bem possível que esteja aí a explicação de por que os bebês humanos deixados em orfanatos e privados de contato físico não atingem as medidas esperadas de altura e peso e apresentam problemas comportamentais ao longo da vida. “Contato físico insuficiente durante o crescimento pode estar relacionado ao risco de depressão em idade adulta”, reforça o neurocientista inglês Francis McGlone.

O poder calmante do toque foi documentado num estudo com mulheres conduzido pelos neurocientistas norteamericanos James Coan, Richard Davidson e Hillary Schaefer, da Universidade da Virgínia. As participantes foram colocadas num aparelho de ressonância magnética funcional e, avisadas de que ouviriam uma explosão seguida de “ruído branco” (tipo de barulho produzido pela combinação simultânea de sons de todas as frequências), apresentaram uma atividade intensa nas áreas do cérebro relacionadas a ameaça e estresse. Nada disso aconteceu, entretanto, com as participantes cuja mão era segurada por seu parceiro. O toque parece ter desativado a reação de medo nessas voluntárias.

As massagens feitas entre os membros de um casal podem render ainda mais dividendos, segundo estudos de Tif fany Field. Além da redução da dor, as vantagens incluem o alívio da depressão e o fortalecimento dos laços afetivos.

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, Berkeley, conduzida pelo norte-americano Matt Hertenstein (hoje professor de psicologia na DePauw University) e com a participação de Keltner, investigou se os humanos podiam comunicar claramente emoções, como a compaixão, por meio do toque. Os pesquisadores montaram no laboratório uma divisória que separava dois voluntários, um desconhecido do outro. Enquanto um deles punha seu braço num espaço específico aberto na divisória, e aguardava, a pessoa do outro lado recebia uma lista de emoções, que devia transmitir uma a uma por meio de um toque de um segundo no antebraço do parceiro.

Segundo Keltner, dado o número de emoções em exame, as probabilidades de adivinhar a alternativa certa pelo acaso eram de cerca de 8%. “Mas, notavelmente, os participantes adivinharam a compaixão corretamente, cerca de 60% do tempo”, disse. Gratidão, raiva, amor e medo também tiveram índices de acerto acima dos 50%. Percebeu-se ainda que as pessoas não apenas identificam a gratidão, a compaixão e o amor transmitidos pelo toque como podem também diferenciar os tipos de toque usados com essa finalidade.

“Costumávamos pensar que o toque servia apenas para intensificar as emoções comunicadas”, afirmou Hertenstein. “Agora, nós o vemos como um sistema de sinalização muito mais diferenciado do que havíamos imaginado.” Esse e outros estudos levaram Keltner a concluir que o toque é uma linguagem primordial da compaixão e uma ferramenta básica para disseminá-la.

Toques solidários com as mãos, abraços e peitadas são frequentes entre os campeões de basquete do Los Angeles Lakers.

Responsabilidade partilhada

Quando relaxadas, as áreas pré-frontais do cérebro tornam-se liberadas para executar uma de suas funções primárias: a resolução de problemas. Segundo o psicólogo norte-americano James Coan, da Universidade da Virgínia, o toque que sugere apoio leva o cérebro a trabalhar nesse sentido, por ser entendido pelo corpo como a informação de que alguém está ali para ajudar. “Pensamos que os humanos constroem relacionamentos precisamente por essa razão, distribuir a resolução de problemas pelos cérebros”, afirmou Coan ao jornal The New York Times. “Estamos conectados para literalmente partilhar a carga de processamento. Esse é o sinal que obtemos quando recebemos apoio por meio do toque.”

O toque tem um potencial, na saúde, que vai muito além do simples relaxamento. Só recentemente se começou a dedicar mais atenção a essa área. Já se sabe que um toque carinhoso básico acalma o estresse cardiovascular e ativa o nervo vago, diretamente ligado à resposta compassiva da pessoa. Tocar pacientes com a doença de Alzheimer lhes dá grandes benefícios em termos de relaxamento, redução da depressão e estabelecimento de conexões emocionais com outras pessoas.

De acordo com Tiffany, a massagem terapêutica reduz o cortisol, hormônio ligado ao estresse, e aumenta a produção de dois neurotransmissores, a dopamina (que estimula a atividade do sistema nervoso central) e a serotonina (responsável, entre outras funções, pela liberação de diversos hormônios e associada ao estado de felicidade).

No Instituto de Pesquisas do Toque, Tiffany tem feito diversas experiências de massagem terapêutica em pacientes com os mais variados problemas de saúde. “Não há uma única condição que tenhamos observado – incluindo o câncer – que não tenha respondido positivamente à massagem”, afirma. Nos estudos ela constatou que a massagem terapêutica alivia problemas autoimunes (amplia a função pulmonar em casos de asma e reduz os níveis de glicose na diabete) e aumenta a função imune (por exemplo, eleva o número de células de defesa em pessoas com HIV ou com câncer). Ela descobriu ainda que crianças autistas (as quais, segundo se acreditava, detestam ser tocadas) adoram ser massageadas pelos pais ou por um terapeuta.

O toque também ajuda a deixar as pessoas mais alertas e melhora seu desempenho. Um estudo da Universidade da Califórnia, Berkeley, publicado em 2010 na revista Emotion, avaliou se há uma relação entre as vitórias dos times da National Basketball Association (NBA, a liga norte-americana de basquete) e os toques entre jogadores.

Os pesquisadores descobriram que dois dos times de melhor rendimento – o Boston Celtics e o Los Angeles Lakers – eram os líderes em toques entre jogadores (foram considerados toques o bater de mãos espalmadas, os abraços e as peitadas). Já as duas equipes nas quais os jogadores menos se tocavam, o Sacramento Kings e o Charlotte Bobcats, tiveram desempenho medíocre.

A educação é outra área que pode se beneficiar do toque. Em um estudo do psicólogo francês Nicolas Gueguen, abordado em artigo publicado na revista Journal of Social Psychology, estudantes tocados no antebraço pelo professor evoluíram em termos de comportamento e produtividade, na comparação com os colegas não tocados. Gueguen verificou ainda que, quando os professores dão tapinhas amigáveis em alunos, estes ficam três vezes mais propensos a participar ativamente da aula.

Para Dacher Keltner, as pesquisas confirmam que existe uma conexão com um nível físico básico que deve ser exercitada. A princípio, ela não tem contraindicações e sua crescente lista de vantagens é cada vez mais lastreada em dados científicos, sem subjetivismos psicológicos. Quando alguém afirma a Tiffany Field que a massagem que ela e sua equipe aplicam é bemsucedida porque “faz a pessoa se sentir bem”, a médica não deixa por menos: “Ora! A massagem funciona porque muda toda a sua fisiologia.”

“Não há uma única condição de saúde que tenhamos observado – incluindo o câncer – que não tenha respondido positivamente à massagem”, afirma a médica Tiffany Field, da Universidade de Miami.

A rota orgânica do toque

O neurocientista inglês Francis McGlone, da área de pesquisa e desenvolvimento da multinacional Unilever, e uma equipe da Universidade de Gotemburgo (Suécia) descobriram, em 2008, uma fibra nervosa, a fibra-C, que responde pela sensação de prazer originária de um toque agradável. Uma vez ativada, essa fibra leva a sensação ao córtex órbito-frontal (a área do cérebro que regula as emoções e está relacionada aos sistemas de recompensa e compaixão), o que causa a liberação de hormônios ligados ao bem-estar.

Entre eles está a oxitocina, o “hormônio do amor”, que, além de influenciar no estabelecimento e na manutenção de relacionamentos, estimula a confiança e reduz os níveis do cortisol, o hormônio do estresse.

McGlone ressalta que as fibras-C não têm relação com o prazer experimentado ao se friccionar órgãos sexuais, nem com as palmas das mãos ou as solas dos pés. Segundo o neurocientista, a fórmula perfeita para um toque carinhoso é fazê-lo numa extensão entre quatro e cinco centímetros de comprimento por segundo, aplicando dois gramas de pressão por centímetro quadrado.

McGlone salienta ainda que as mensagens de prazer originárias do toque seguem da pele para o cérebro por fibras nervosas similares às que enviam a sensação de dor – o que explicaria, por exemplo, por que um estímulo de dor é aliviado quando a região em que surge é imediatamente massageada ou acariciada.

N° Edição: 466 Texto: Por Eduardo Araia 01/07/2011
Texto: eduardoaraia@planetanaweb.com.br

massagem shantala

Qual o óleo ideal para Shantala?

O óleo utilizado durante a massagem tem função de deslizar as mãos sobre a pele do bebê, reduzindo o atrito e o desconforto.
A constante regeneração celular da pele do bebê permite que – através da prática regular de massagens com óleos adequados – as células mortas sejam removidas, mantendo a pele do bebê macia e hidratada, com um brilho saudável.
A escolha do óleo é muito importante, pois a pele do bebê é muito delicada e sensível e tem uma alta capacidade de absorção.
Recomenda-se apenas o uso de óleo vegetal, que deve ser puro e se possível de origem orgânica.
Óleos minerais ou perfumados podem causar alergia aos bebês. Os óleos minerais são extraidos do petroleo e tendem a causar ressecamento e alergia, além de não haver estudos suficientes que comprovem a segurança de aplicar esse tipo de produto com frequência sobre a pele do bebê.
Geralmente os óleos comerciais encontrados em farmácias ou supermercados são se origem mineral. Evite. Confira sempre no rótulo e na dúvida de preferência aos óleos encontrados em farmácias naturais ou de manipulação.
Minha regra de ouro é: “Pode comer? Pode passar na pele do bebê”.
Na Índia, utiliza-se tradicionalmente o óleo de coco no verão, pois esse é um óleo bastante refrescante e o óleo de oliva no inverno, pois ele tende a aquecer.

Seguem abaixo alguns óleos básicos para massagem, fáceis de encontrar:
Semente de uva: Famoso pela pureza, facilidade de absorção e alto poder de hidratação;
Amêndoas doces: Leve, porém ligeiramente mais denso, aquece ao ser friccionado. Atenção! O óleo de Amêndoas puro não tem cheiro.
Oliva: Mais pesado e recomendado para peles secas, também é um óleo que aquece e que nao costuma agradar nosso “nariz ocidental”.
Girassol (orgânico): Fino e ideal para bebês prematuros.
Coco: Deve ser puro e, de preferência, extra-virgem. Tende a ficar pastoso em temperaturas menores. É altamente nutritivo e de fácil absorção da pele.

Além disso pode-se usar óleos essênciais para potencializar o valor terapêutico da massagem. São óleos naturais extremamente refinados e concentrados que possuem o aroma e as propriedades terapêuticas da planta.
Nunca devem ser usados puros diretamente na pele. Deve-se diluir algumas gotas no óleo básico. A quantidade depende do óleo essencial.
Atenção! Essência não é óleo essencial e não deve ser usada sobre a pele do bebê.

Os meus preferidos são:
Laranja doce: É considerado o Óleo Essencial das crianças. Relaxa e acalma a agitação infantil. Conduz a um sono profundo e reparador. Digestivo e estimulante do apetite, auxilia crianças com dificuldades em se alimentar.
Lavanda: Calmante e descongestionante do peito e nariz.  Anti-depressivo. Relaxa, tranquiliza e acalma. Cria uma atmosfera pacífica, segura e conciliadora, incentivando a ternura e amorosidade. Combate insegurança, carência afetiva e insônia. Antialérgico e antisséptico, útil em alergias, picadas de insetos, queimaduras, ferimentos e irritação cutânea. Pela amplitude de sua ação é o “Rescue da Aromaterapia”.
Camomila: Calmante e suavizante, este óleo auxilia a digestão e acalma as irritações. Anti-inflamatório. Pode ser aplicado em alergias, coceiras e reações alérgicas da pele por efeitos colaterais de medicamentos.

Fontes: http://terra-flor.com
A Bíblia da Aromaterapia: o guia definitivo para uso terapêutico dos óleos essenciais. Gill Farrer-Halls. Editora Pensamento.