Programação de Setembro

maternidade consciente

O  mês de setembro está intenso. Já tivemos encontro do Gesta Curitiba, duas turmas do Curso de Shantala e aromaterapia para bebês  e ainda tem muita coisa para acontecer.

Para participar do encontro do Mama Curitiba – Grupo de Apoio à Amamentação, manda um whats para 41.99191-7770.

Para comprar o ingresso da Palestra sobre amamentação do Acolhe – Conexões Maternas: clique aqui https://goo.gl/cSn9mJ

Para adquirir ingresso para a palestra “Preparação para o parto” do Acolhe – Conexões Maternas clique aqui: https://goo.gl/Ypxb89

Para se inscrever no curso de Shantala do Sosseguinho clique aqui: https://goo.gl/cPVoZi

Além disso, meu pedido é para que você visite a página do Evento Acolhe – conexões maternas, confira a programação e os palestrantes. Tem muita atividade bacana para as mães de Curitiba e Região.

 

Oleo essencial de laranja doce

Laranja doce – o óleo essencial das crianças.

Oleo essencial de laranja doce

Citrus aurantium var. dulcis – Citrus sinensis

Aromacologia: “Óleo Essencial das crianças”
Seu aroma traz leveza ao ambiente, estimulando a alegria de viver e a autoconfiança.
Purificador ambiental, limpa atmosferas viciadas.
Traz alegria para os ambientes, combate inquietude, nervosismo, ansiedade e tristeza.
Relaxa e acalma agitação infantil.
Difundir Óleo Essencial de laranja antes de adormecer ajuda o desprendimento de preocupações cotidianas e conduz a um sono profundo e reparador.
Família: Rutaceae.
Etimologia: provém do vocábulo árabe narandj. Foi introduzida no mediterrâneo pelos portugueses no século XV. No século XVI chega a América do Norte, onde adquire, no século posterior, uma grande importância industrial. Existem diferentes espécies de laranja, sendo a duas espécies mais encontradas no mercado internacional a laranja pera (Citrus aurantium var. dulcis – Citrus sinensis) e a laranja amarga ou laranja da terra (Citrus aurantium var. amara; Citrus bigaradia). As indicações terapêuticas são similares com pequenas diferenciações.
Sinônimos populares: laranja pera.
Origem: sudeste da Ásia, Indochina, sul da China e Índia.
Parte da planta utilizada: casca.
Forma de extração: prensagem a frio.
Rendimento: 100Kg de cascas frescas do fruto maduro – 1/2Kg de Óleo Essencial. O Brasil é o maior produtor de Óleo Essencial de laranja doce.
Propriedades terapêuticas e principais indicações:
Diurético, drena a linfa, útil em tratamentos de redução de edemas e celulite.
Antiespasmódico (cólicas intestinais e espasmos digestivos).
Digestivo (gases, prisão de ventre e má-digestão). Ansiolítico, equilibra o apetite via hipotálamo (falta de apetite, anorexia).
Calmante cardíaco, acalma o mal-estar cardíaco ocasionado pela tensão nervosa, alivia a tensão em consultórios odontológicos. Bom para aromatizar salas de espera de dentistas.
Relaxante do sistema nervoso, acalma a agitação infantil, insônia.
Hipotensor leve.
Combate o nervosismo e a insônia, trata hiperatividade e bipolaridade.
Hidratante da pele.
Toxicidade: fotossensível.
Contraindicações: não expor-se ao sol até 6h após seu uso.
Fricção para adormecer: pingue 15 gotas de Óleo Essencial de laranja doce em 15ml de Óleo Vegetal. Com esta sinergia, massageie a região do peito. Pode-se também pingar 10 gotas de Óleo Essencial de laranja doce em 10 ml de Óleo Vegetal e friccionar a coluna vertebral ou 5 gotas na planta de cada pé e friccioná-los;
Para acalmar e estimular a alegria de viver relaxadamente: pingue 3 gotas de Óleo Essencial de laranja doce no colar aromático individual.
Fonte: http://terra-flor.com/blog_ler.php?post=184
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Amamentação

Seu bebê só quer mamar um peito?

Quem está, de alguma forma, envolvido com a amentação sabe que é bem comum que os bebês elejam um peito favorito. De um lado, ele se deleita. Do outro, fica incomodado, chora e até recusa.
Mamar apenas de um lado não é necessariamente um problema, principalmente em caso de bebês novinhos, que estão se adaptando, junto com a mãe, à amamentação. Mas, no caso de o bebê rejeitar  frequentemente um seio, ele pode diminuir a produção, fazendo com que essa rejeição seja cada vez maior e o seio produza cada vez menos, em um ciclo vicioso até que a produção de um dos lados cesse.
Por que isso acontece?
As principais causas que podem levar o bebê a rejeitar uma das mamas são:

Maior conforto na posição de um dos lados.
Às vezes a mãe consegue acomodar o bebê mais confortavelmente em um dos lados, e no outro, o bebê se sente desconfortável, tendo dificuldades em “agarrar” a mama.

Dor em algum lugar do corpo do bebê
O bebê pode estar sentindo alguma dor causada por vacinas, fraturas, mal jeito, dor de ouvido unilateral ou qualquer tipo de dor, fazendo com que ele se incomode em determinadas posições.

Menor produção em um dos seios
No caso de um dos seios estar produzindo menos leite, é natural que o bebê opte pelo outro lado por ter mais facilidade para extrair o leite da mama.

Diferença nos mamilos
Sim, os mamilos são diferentes entre si. E isso pode ocasionar mais dificuldade para o bebê abocanhar um dos lados, fazendo com que ele tenha preferência pelo outro.

Problema em um dos seios
Em casos de problemas como mastite ou candidíase, o bebê pode rejeitar o seio por causa da modificação no sabor do leite, que torna-se, de certa forma, desagradável ao seu paladar.

O que fazer?
Existem algumas estratégias ou “truques” para ajudar a resolver essa questão.
Comece a mamada sempre pelo seio que o bebê recusa. Quando está com mais fome, tem mais chances de aceitar. Mas não espere que ele esteja chorando de fome, pois nesse ponto, ele tende a estar mais irritado e ter mais dificuldades com a pega.
Ofereça a mama rejeitada quando o bebê estiver sonolento, porém tranquilo.
Utilize nessa mama a posição invertida, com o corpo do bebê na lateral do corpo da mãe, sob a axila, posição com o bebê sentado ou com a mãe deitada. Às vezes o problema está apenas na posição
Tenha paciência, carinho e contato físico com o bebê. Não force que ele aceite a mama. Isso pode causar mais resistência.
Enquanto tenta ajustar a preferência do seu bebê, uma boa opção é ordenhar a mama que ele  não aceita, para manter a produção do leite e/ou estimular a produção desse lado, caso esse seja justamente o problema que está ocasionando a rejeição. O leite extraído pode ser oferecido no copinho.
Outra opção é procurar um pediatra amigo da amamentação ou uma consultora para avaliar as mamas e verificar se há algum problema fisiológico.
Se você tentou tudo isso e nada funcionou, fique tranquila. É possível amamentar em apenas um dos lados sem nenhum prejuízo nutricional para o seu bebê. Lembre-se que há mães que amamentam gêmeos exclusivamente e que a produção do seu corpo se ajusta de acordo com a demanda do bebê.  Ao passar a amamentar em apenas um seio, ele passará a produzir o suficiente para satisfazer a necessidade do seu filho.

Amamentação e vínculo afetivo

Como a amamentação contribui para o vínculo emocional mãe-bebê

Em Semana Mundial de Aleitamento Materno, com o tema voltado às alianças, fico feliz em receber essa contribuição muito especial da Psicóloga Graziela Becker.

“Essa semana é especial e o assunto mais ainda. Vamos falar sobre a importância da amamentação e seus benefícios para o vínculo emocional mãe-bebê. Amamentar é um assunto muito abordado assim que a mulher se torna mãe. Durante a gestação também é o momento de preparação para a lactação.

O vínculo emocional mãe-bebê vai sendo construído desde a gestação, mas é após o nascimento que os cuidados se intensificam, as emoções dessa mãe ficam a flor da pele, surgem questionamentos, dúvidas e inseguranças, afinal a amamentação vem acompanhada de disponibilidade, doação em período integral, dia e noite.

A amamentação é um momento em que o bebê se sente amparado pelo corpo materno e assim pode sentir o contato e sugar com tranquilidade, pois a amamentação proporciona segurança e conforto para a criança. Para a mãe, esse momento também deve ser visto dessa forma, como um momento agradável que contribui para a produção de leite e amor. O bebê já nasce com o reflexo de sucção o que contribui para que esse momento seja construído e único entre a mãe e o bebê.

A lactação é a oportunidade que a mulher tem para se conectar com seus aspectos mais internos, suas raízes emocionais, deixando aflorar os instintos maternos que fazem parte da construção genética feminina. Quando a mãe se permite vivenciar tudo isso, o encontro e o vínculo construído com o bebê se desenvolve de forma natural, a ligação simplesmente acontece, é difícil encontrar em palavras uma definição que traduz essa díade.

No momento em que a mulher se permite ser ela mesma, utilizar do apoio, proteção e da sua confiança materna, as dificuldades ficam pequenas. Isso proporciona fortalecimento, encontrando a melhor maneira junto com seu bebê para manter a amamentação até o momento em que for bom para ambos. O bem estar emocional, a troca de afeto e o amor que a amamentação proporciona é um vínculo único e contribuirá muito para o desenvolvimento emocional do bebê.”

Com carinho, Psicóloga Graziela Becker
www.facebook.com/maternarecuidar

Amamentação

Semana Mundial de Aleitamento Materno 2017

A Semana Mundial de Aleitamento Materno – SMAM – é uma ação que ocorre, atualmente, em 120 países ao redor do mundo e é celebrada de 01 a 07 de agosto, todos os anos, com o objetivo de promover e fortalecer a amamentação.
Em 1990, durante um encontro da OMS e da UNICEF, foi assinada por diversos países e instituições não governamentais a “Declaração de Inocentti”, um documento que define como metas:
– Estabelecer um comitê nacional de coordenação da amamentação;
– Implementar os “10 passos para o sucesso da amamentação” em todas as maternidades;
– Implementar o Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno e
todas as resoluções relevantes da Assembléia Mundial de Saúde;
– Adotar legislação que proteja a mulher que amamenta no trabalho.
Em 1992, a SMAM foi instituída pela WABA, Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação, a fim de promover essas metas.
No Brasil, a semana é coordenada pelo Ministério da saúde desde 1999, com o apoio de Organismos Internacionais, Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais, Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Hospitais Amigos da Criança, Sociedades de Classe e ONGs.
Todo ano a WABA define o tema mais relevante a ser abordado pela SMAM e esse tema pode ser adaptado à realidade ou necessidade dos países a fim de alcançar mais e melhores resultados.
Neste ano, o tema trabalhado será “Trabalhar juntos para o bem comum”, reforçando a importância de se estabelecer alianças entre os diversos setores da sociedade para alcançar o objetivo 17 dos ODS (Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável), com especial atenção aos conflitos de interesse que possam existir e respeitando sempre Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno – NBCAL no Brasil, as resoluções da OMS e a Estratégia Global para a Alimentação do Lactente e Criança Pequena.
Analisando essas informações, fica muito clara a importância da participação da sociedade no fortalecimento e promoção do aleitamento materno, divulgando, informando e apoiando mães no processo de amamentação.
Para celebrar a SMAM 2017, o Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno Mama Curitiba irá reunir-se em uma sessão fotográfica que tem o objetivo de naturalizar e divulgar amplamente a prática da amamentação e também chamar a atenção da sociedade para o tema.
Haverá uma sessão coletiva de fotos realizada pela fotógrafa e doula Amanda Nunes. As mães que quiserem fotos individuais poderão recebê-las no formato digital pelo custo de R$ 20,00.
O encontro acontecerá no dia 28/07, sexta-feira que antecede a SMAM, às 15 horas, na Rua Fernando Amaro, 60, no Instituto A Tenda.
Mais informações podem ser encontradas no link https://www.facebook.com/events/671803039671909/ ou pelo whatsapp 41-99191-7770.

Solidão Materna

Puerpério – Que bicho é esse?

“Me preparei tanto para o parto, mas ninguém me alertou sobre tudo o que viria depois!”. Essa é uma declaração que ouço com muita frequência.

Esqueça os comerciais de margarina e de dia das mães e prepare-se para a maternidade real.

Quer saber o que acontece depois que o seu bebê nasce? Acontece o puerpério. Sem querer assustar, esse é um período muito louco, muito intenso. Às vezes achamos que estamos enlouquecendo. Mas passa. Isso também passa. Aliás, é esse o eterno mantra materno. Do início ao fim.

Esse nome estranho refere-se ao período pós-parto, considerando o tempo que a mulher leva para retornar ao seu “estado normal”. Não tenho certeza se realmente retornamos à normalidade um dia.

É lindo! Tem um bebezinho, tem muito amor, conexão, carinho, leite, visitas… Mas tem insegurança, falta de sono, choro (da mãe e do bebê), palpites, solidão e a culpa, como eu já disse nesse post aqui http://mamain.com.br/category/ser-mae/

É um período de adaptação da dupla mãe-bebê e dessa dupla com a família toda, a nova realidade, o universo. De construção de um relacionamento que não acontece automaticamente, como a maioria de nós espera. É um momento reconstrução da identidade mãe, de muitos questionamentos, novos valores, novas escolhas. De transição de filha para mãe. De se impor com relação às certezas e escolhas da nossa própria mãe.

Alguns autores afirmam que, nesse período, acontece uma regressão emocional da mulher, para que ela fique mais próxima da situação do bebê, que por sua vez tem uma necessidade muito grande de contato físico e atenção, o que, muitas vezes, nos deixa exaustas.

A sociedade nos cobra que retornemos muito rápido ao que éramos antes. Como pessoa, como mulher, como esposa, como profissional. E nós nos cobramos muito também.

Amamentar dá trabalho. Às vezes dói, embora não deva. Cansa. Pode ser muito solitário. Gera insegurança.

Para passar por isso de uma forma mais leve, mais suave, existem alguns caminhos.

– Eu costumo dizer que o melhor meme da internet para a maternidade é “Aceita que dói menos!”. Esse é um momento de entrega. Um momento em que precisamos abdicar de todo o resto para conseguir nos conectar com esse serzinho que acabou de chegar, que precisamos conhecer e entender e por quem nos sentimos tão responsáveis.

Inclua o pai no processo. Faça com que ele participe desse processo e entenda também. A única coisa que o pai não pode fazer, é amamentar. E o ideal é que o pai resolva todo o resto da vida (contas, compras, casa, comida) para que a mãe possa passar por esse momento de entrega com tranquilidade. Se você não tem o pai ao seu lado, procure ter outro aliado, como a sua mãe, irmã ou uma grande amiga.

– Organize a vida antes de o bebê nascer. Programe a alimentação da semana, compre marmitas, peça ajuda.

– Cerque-se de pessoas positivas, que te ajudem de verdade e com amor. Ter uma rede de apoio é essencial. 

– Por falar em apoio, participe de grupos presenciais na sua cidade, rodas de conversa, grupos de facebook e whatsapp que proporcionem uma troca saudável. Faz toda a diferença da vida quando você descobre que isso tudo não acontece só com você.

Grude no bebê, cheire, amasse, lamba a cria. Tudo isso ajuda nessa conexão, faz com o bebê sinta-se amado e aceito. Isso tudo passa muito rápido, eles crescem e a gente nem vê.

Tente ter um tempo só seu, nem que seja para um banho mais demorado, uma volta na quadra, uma refeição tranquila.

Chore, se quiser. Nosso corpo está um turbilhão de hormônios, nossas emoções estão à flor da pele, estamos vivendo todos os sentimentos possíveis ao mesmo tempo.

– Se sentir necessidade, procure ajuda especializada. Consulte sua doula, chame uma consultora em amamentação, fale com o pediatra, o obstetra.

– Lembre-se! Isso também vai passar.

Toque afetivo

O Poder do Toque

Até há pouco tempo, gestos como um afago ou um tapinha nas costas eram ignorados pela ciência.

“ Tocar pode significar dar vida”, dizia o mestre renascentista Michelangelo Buonarroti. Na célebre pintura do artista italiano, no teto da Capela Cistina, no Vaticano, A Criação de Adão, Deus insufla vida ao primeiro homem tocando seu dedo indicador. Para os cientistas, entretanto, o toque nunca havia despertado muito interesse. Um tapinha nas costas ou uma carícia no braço são, em geral, colocados na relação de gestos incidentais como franzir a testa ou apoiar o queixo na mão. Na verdade, não são.

Estudos recentes demonstram que o toque é muito mais importante do que se imagina. Ele é fundamental, por exemplo, na comunicação humana, no estreitamento de relações e na saúde. “(O toque) é a primeira linguagem que aprendemos e nosso mais rico meio de expressão emocional através da vida”, diz o norte-americano Dacher Keltner, professor de psicologia da Universidade da Califórnia, Berkeley, um dos mais renomados pesquisadores da área.

O antigo menosprezo em relação ao toque provavelmente tem raízes no modo como cada cultura o vê. Os primatas passam entre 10% e 20% de seu tempo de vigília afagando a pele ou os pelos de outros membros de sua comunidade, porque o exercício é um meio importante para construírem relacionamentos de cooperação. Entre os parentes humanos, porém, esses índices são bem mais variáveis. Norte-americanos e ingleses, por exemplo, quase não se tocam, enquanto povos de origem latina, como brasileiros e italianos, tocam-se muito.

Nos anos 1960, o psicólogo canadense Sidney Jourard já salientava essas diferenças ao estudar conversas entre amigos de várias partes do mundo.

Animais lambidos e acariciados pelas mães, na infância, se mostram mais calmos e resilientes diante de fatores de estresse na fase adulta, além de exibirem um sistema imunológico mais forte.

Os ingleses que ele observou, por exemplo, não se tocaram nenhuma vez; os norte-americanos, duas. Já os franceses tocaram um ao outro 110 vezes por hora e os porto-riquenhos, 180 vezes por hora. Em inglês, a recorrente expressão “don’t touch me” (não me toque) é considerada um indicador do caráter reservado dos anglo-saxônicos.

Não tocar o outro ou tocá-lo pouco não impede, é claro, as sociedades de atingirem um estágio adiantado de desenvolvimento, como a inglesa e a norte-americana são exemplos. Mas a ciência moderna mostra que o toque é muito benéfico – algo observável já no início da vida. Segundo um estudo da médica norte-americana Tiffany Field, diretora do Instituto de Pesquisas do Toque da Universidade de Miami, bebês prematuros que receberam três sessões diárias de 15 minutos de massagem terapêutica (o processo pelo qual vários tipos de toques e carícias são aplicados no corpo para melhorar a saúde e aumentar o bemestar), por um período de cinco a dez dias, ganharam 47% de peso a mais do que aqueles cujo tratamento seguiu o roteiro tradicional.

Uma pesquisa com ratos, feita pela psicóloga norte-americana Darlene Francis e pelo psiquiatra canadense Michael Meaney, revela que os animais muito lambidos e acariciados pelas mães, na infância, se mostram mais calmos e resilientes diante de fatores de estresse na fase adulta, além de exibirem um sistema imunológico mais forte.

Segundo Keltner, é bem possível que esteja aí a explicação de por que os bebês humanos deixados em orfanatos e privados de contato físico não atingem as medidas esperadas de altura e peso e apresentam problemas comportamentais ao longo da vida. “Contato físico insuficiente durante o crescimento pode estar relacionado ao risco de depressão em idade adulta”, reforça o neurocientista inglês Francis McGlone.

O poder calmante do toque foi documentado num estudo com mulheres conduzido pelos neurocientistas norteamericanos James Coan, Richard Davidson e Hillary Schaefer, da Universidade da Virgínia. As participantes foram colocadas num aparelho de ressonância magnética funcional e, avisadas de que ouviriam uma explosão seguida de “ruído branco” (tipo de barulho produzido pela combinação simultânea de sons de todas as frequências), apresentaram uma atividade intensa nas áreas do cérebro relacionadas a ameaça e estresse. Nada disso aconteceu, entretanto, com as participantes cuja mão era segurada por seu parceiro. O toque parece ter desativado a reação de medo nessas voluntárias.

As massagens feitas entre os membros de um casal podem render ainda mais dividendos, segundo estudos de Tif fany Field. Além da redução da dor, as vantagens incluem o alívio da depressão e o fortalecimento dos laços afetivos.

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, Berkeley, conduzida pelo norte-americano Matt Hertenstein (hoje professor de psicologia na DePauw University) e com a participação de Keltner, investigou se os humanos podiam comunicar claramente emoções, como a compaixão, por meio do toque. Os pesquisadores montaram no laboratório uma divisória que separava dois voluntários, um desconhecido do outro. Enquanto um deles punha seu braço num espaço específico aberto na divisória, e aguardava, a pessoa do outro lado recebia uma lista de emoções, que devia transmitir uma a uma por meio de um toque de um segundo no antebraço do parceiro.

Segundo Keltner, dado o número de emoções em exame, as probabilidades de adivinhar a alternativa certa pelo acaso eram de cerca de 8%. “Mas, notavelmente, os participantes adivinharam a compaixão corretamente, cerca de 60% do tempo”, disse. Gratidão, raiva, amor e medo também tiveram índices de acerto acima dos 50%. Percebeu-se ainda que as pessoas não apenas identificam a gratidão, a compaixão e o amor transmitidos pelo toque como podem também diferenciar os tipos de toque usados com essa finalidade.

“Costumávamos pensar que o toque servia apenas para intensificar as emoções comunicadas”, afirmou Hertenstein. “Agora, nós o vemos como um sistema de sinalização muito mais diferenciado do que havíamos imaginado.” Esse e outros estudos levaram Keltner a concluir que o toque é uma linguagem primordial da compaixão e uma ferramenta básica para disseminá-la.

Toques solidários com as mãos, abraços e peitadas são frequentes entre os campeões de basquete do Los Angeles Lakers.

Responsabilidade partilhada

Quando relaxadas, as áreas pré-frontais do cérebro tornam-se liberadas para executar uma de suas funções primárias: a resolução de problemas. Segundo o psicólogo norte-americano James Coan, da Universidade da Virgínia, o toque que sugere apoio leva o cérebro a trabalhar nesse sentido, por ser entendido pelo corpo como a informação de que alguém está ali para ajudar. “Pensamos que os humanos constroem relacionamentos precisamente por essa razão, distribuir a resolução de problemas pelos cérebros”, afirmou Coan ao jornal The New York Times. “Estamos conectados para literalmente partilhar a carga de processamento. Esse é o sinal que obtemos quando recebemos apoio por meio do toque.”

O toque tem um potencial, na saúde, que vai muito além do simples relaxamento. Só recentemente se começou a dedicar mais atenção a essa área. Já se sabe que um toque carinhoso básico acalma o estresse cardiovascular e ativa o nervo vago, diretamente ligado à resposta compassiva da pessoa. Tocar pacientes com a doença de Alzheimer lhes dá grandes benefícios em termos de relaxamento, redução da depressão e estabelecimento de conexões emocionais com outras pessoas.

De acordo com Tiffany, a massagem terapêutica reduz o cortisol, hormônio ligado ao estresse, e aumenta a produção de dois neurotransmissores, a dopamina (que estimula a atividade do sistema nervoso central) e a serotonina (responsável, entre outras funções, pela liberação de diversos hormônios e associada ao estado de felicidade).

No Instituto de Pesquisas do Toque, Tiffany tem feito diversas experiências de massagem terapêutica em pacientes com os mais variados problemas de saúde. “Não há uma única condição que tenhamos observado – incluindo o câncer – que não tenha respondido positivamente à massagem”, afirma. Nos estudos ela constatou que a massagem terapêutica alivia problemas autoimunes (amplia a função pulmonar em casos de asma e reduz os níveis de glicose na diabete) e aumenta a função imune (por exemplo, eleva o número de células de defesa em pessoas com HIV ou com câncer). Ela descobriu ainda que crianças autistas (as quais, segundo se acreditava, detestam ser tocadas) adoram ser massageadas pelos pais ou por um terapeuta.

O toque também ajuda a deixar as pessoas mais alertas e melhora seu desempenho. Um estudo da Universidade da Califórnia, Berkeley, publicado em 2010 na revista Emotion, avaliou se há uma relação entre as vitórias dos times da National Basketball Association (NBA, a liga norte-americana de basquete) e os toques entre jogadores.

Os pesquisadores descobriram que dois dos times de melhor rendimento – o Boston Celtics e o Los Angeles Lakers – eram os líderes em toques entre jogadores (foram considerados toques o bater de mãos espalmadas, os abraços e as peitadas). Já as duas equipes nas quais os jogadores menos se tocavam, o Sacramento Kings e o Charlotte Bobcats, tiveram desempenho medíocre.

A educação é outra área que pode se beneficiar do toque. Em um estudo do psicólogo francês Nicolas Gueguen, abordado em artigo publicado na revista Journal of Social Psychology, estudantes tocados no antebraço pelo professor evoluíram em termos de comportamento e produtividade, na comparação com os colegas não tocados. Gueguen verificou ainda que, quando os professores dão tapinhas amigáveis em alunos, estes ficam três vezes mais propensos a participar ativamente da aula.

Para Dacher Keltner, as pesquisas confirmam que existe uma conexão com um nível físico básico que deve ser exercitada. A princípio, ela não tem contraindicações e sua crescente lista de vantagens é cada vez mais lastreada em dados científicos, sem subjetivismos psicológicos. Quando alguém afirma a Tiffany Field que a massagem que ela e sua equipe aplicam é bemsucedida porque “faz a pessoa se sentir bem”, a médica não deixa por menos: “Ora! A massagem funciona porque muda toda a sua fisiologia.”

“Não há uma única condição de saúde que tenhamos observado – incluindo o câncer – que não tenha respondido positivamente à massagem”, afirma a médica Tiffany Field, da Universidade de Miami.

A rota orgânica do toque

O neurocientista inglês Francis McGlone, da área de pesquisa e desenvolvimento da multinacional Unilever, e uma equipe da Universidade de Gotemburgo (Suécia) descobriram, em 2008, uma fibra nervosa, a fibra-C, que responde pela sensação de prazer originária de um toque agradável. Uma vez ativada, essa fibra leva a sensação ao córtex órbito-frontal (a área do cérebro que regula as emoções e está relacionada aos sistemas de recompensa e compaixão), o que causa a liberação de hormônios ligados ao bem-estar.

Entre eles está a oxitocina, o “hormônio do amor”, que, além de influenciar no estabelecimento e na manutenção de relacionamentos, estimula a confiança e reduz os níveis do cortisol, o hormônio do estresse.

McGlone ressalta que as fibras-C não têm relação com o prazer experimentado ao se friccionar órgãos sexuais, nem com as palmas das mãos ou as solas dos pés. Segundo o neurocientista, a fórmula perfeita para um toque carinhoso é fazê-lo numa extensão entre quatro e cinco centímetros de comprimento por segundo, aplicando dois gramas de pressão por centímetro quadrado.

McGlone salienta ainda que as mensagens de prazer originárias do toque seguem da pele para o cérebro por fibras nervosas similares às que enviam a sensação de dor – o que explicaria, por exemplo, por que um estímulo de dor é aliviado quando a região em que surge é imediatamente massageada ou acariciada.

N° Edição: 466 Texto: Por Eduardo Araia 01/07/2011
Texto: eduardoaraia@planetanaweb.com.br

massagem shantala

Qual o óleo ideal para Shantala?

O óleo utilizado durante a massagem tem função de deslizar as mãos sobre a pele do bebê, reduzindo o atrito e o desconforto.
A constante regeneração celular da pele do bebê permite que – através da prática regular de massagens com óleos adequados – as células mortas sejam removidas, mantendo a pele do bebê macia e hidratada, com um brilho saudável.
A escolha do óleo é muito importante, pois a pele do bebê é muito delicada e sensível e tem uma alta capacidade de absorção.
Recomenda-se apenas o uso de óleo vegetal, que deve ser puro e se possível de origem orgânica.
Óleos minerais ou perfumados podem causar alergia aos bebês. Os óleos minerais são extraidos do petroleo e tendem a causar ressecamento e alergia, além de não haver estudos suficientes que comprovem a segurança de aplicar esse tipo de produto com frequência sobre a pele do bebê.
Geralmente os óleos comerciais encontrados em farmácias ou supermercados são se origem mineral. Evite. Confira sempre no rótulo e na dúvida de preferência aos óleos encontrados em farmácias naturais ou de manipulação.
Minha regra de ouro é: “Pode comer? Pode passar na pele do bebê”.
Na Índia, utiliza-se tradicionalmente o óleo de coco no verão, pois esse é um óleo bastante refrescante e o óleo de oliva no inverno, pois ele tende a aquecer.

Seguem abaixo alguns óleos básicos para massagem, fáceis de encontrar:
Semente de uva: Famoso pela pureza, facilidade de absorção e alto poder de hidratação;
Amêndoas doces: Leve, porém ligeiramente mais denso, aquece ao ser friccionado. Atenção! O óleo de Amêndoas puro não tem cheiro.
Oliva: Mais pesado e recomendado para peles secas, também é um óleo que aquece e que nao costuma agradar nosso “nariz ocidental”.
Girassol (orgânico): Fino e ideal para bebês prematuros.
Coco: Deve ser puro e, de preferência, extra-virgem. Tende a ficar pastoso em temperaturas menores. É altamente nutritivo e de fácil absorção da pele.

Além disso pode-se usar óleos essênciais para potencializar o valor terapêutico da massagem. São óleos naturais extremamente refinados e concentrados que possuem o aroma e as propriedades terapêuticas da planta.
Nunca devem ser usados puros diretamente na pele. Deve-se diluir algumas gotas no óleo básico. A quantidade depende do óleo essencial.
Atenção! Essência não é óleo essencial e não deve ser usada sobre a pele do bebê.

Os meus preferidos são:
Laranja doce: É considerado o Óleo Essencial das crianças. Relaxa e acalma a agitação infantil. Conduz a um sono profundo e reparador. Digestivo e estimulante do apetite, auxilia crianças com dificuldades em se alimentar.
Lavanda: Calmante e descongestionante do peito e nariz.  Anti-depressivo. Relaxa, tranquiliza e acalma. Cria uma atmosfera pacífica, segura e conciliadora, incentivando a ternura e amorosidade. Combate insegurança, carência afetiva e insônia. Antialérgico e antisséptico, útil em alergias, picadas de insetos, queimaduras, ferimentos e irritação cutânea. Pela amplitude de sua ação é o “Rescue da Aromaterapia”.
Camomila: Calmante e suavizante, este óleo auxilia a digestão e acalma as irritações. Anti-inflamatório. Pode ser aplicado em alergias, coceiras e reações alérgicas da pele por efeitos colaterais de medicamentos.

Fontes: http://terra-flor.com
A Bíblia da Aromaterapia: o guia definitivo para uso terapêutico dos óleos essenciais. Gill Farrer-Halls. Editora Pensamento.

 

Dor do parto

Qual o tamanho da dor do parto?

Revirando uns e-mails, encontrei esse texto que escrevi pro blog Mamíferas em 2009.
Amei reler e achei que vale muito compartilhar com vocês pra ajudar todo mundo a desmistificar a dor do parto.
“Depois de três partos normais (dois deles naturais), depois de muitos olhos arregalados me achando tão corajosa, e de responder a mesma pergunta tantas vezes, resolvi escrever a respeito.
A pergunta é: dor de parto dói muito???
E a minha resposta é: depende.
Depende da sua expectativa, depende da sua experiência, de tudo o que você já ouviu na vida sobre isso, do que você absorveu no seu íntimo, das idéias que aceitou e das que está disposta a abandonar.
Também depende da forma como você encara essa dor, do ambiente em que você está, da forma como é tratada e amparada, e das pessoas que estão perto de você.
No Brasil, a maioria das pessoas vê o parto normal como uma coisa horrivel, uma agressão, até. Principalmente por causa das tantas histórias de parto que ouvimos, recheadas de desrespeito e terrorismo. Mas na verdade, o parto respeitoso é maravilhoso.
No meu primeiro parto, eu estava desinformada, assustada, nas mãos dos profissionais que me assistiam. Me desesperei, aquela dor não passava nunca. Eu queria que ela fosse embora, mas ela não ia. Tomei anestesia, e sofri uma série de intervenções que eu nem imaginava.
Depois disso, algumas fichas foram caindo, a informação conseguiu me tocar onde devia. E ouvi muito sobre o papel da dor do parto. Sobre o fato de as contrações serem ondas que vão e vem. E que elas poderiam ser até prazerosas, dependendo da forma como eu as encarasse.
No segundo parto, eu estava muito bem amparada. E quando pensei em desesperar, o anjo que me acompanhava (alguns chamam de doula) prometeu que não ia durar muito, e que se realmente eu não aguentasse, ela chamaria o anestesista. E me ajudou a mudar de posição, escolher a posição que me deixava mais confortável. E me disse palavras de apoio e força. E me lembrou que aquela dor ia e voltava, e quando ela não estava ali eu poderia relaxar. E tudo foi maravilhoso. A experiência foi fantástica. E meu corpo pode completar seu trabalho de trazer minha filha ao mundo.
E não é que fiquei grávida pela terceira vez? E, dessa vez, resolvi fazer a tal da yoga, que não fiz das outras vezes. E foi muito bom. Foi uma preparação muito além de física. Uma preparação da alma. Não que ela seja indispensável, mas pra mim foi muito bom. Foi ali que eu ouvi sobre relaxar durante as contrações e permitir que o único músculo contraído no meu corpo fosse o útero. E, quando ouvi isso, achei loucura. Mas ouvi a explicação de que quando a gente contrai tudo, tudo dói mais. E fui fazendo experiências durante a gestação com outros tipos de dores, e até mesmo aquelas contraçõezinhas do final da gravidez. E fui constatando que era verdade. Isso fez uma diferença incrível.
Ao longo da gestação, participei de encontros, convivi com mulheres que tinham vivido histórias bonitas, e até incríveis de parto. Assisti a filmes e documentários que tratavam do parto com naturalidade e beleza. Li e reli livros que me deram força.
E quando a hora chegou, tudo foi maravilhoso. Demorou mais do que todo mundo esperava. E a sensação de frustração pela coisa que não ia era imensa. Mas até dela eu lembro com carinho ou saudades, não sei definir muito bem. O ambiente, as pessoas que estavam comigo e me apoiaram, e o respeito que tive durante o último trabalho de parto, foram fundamentais. Lembro com clareza que a cada contração eu me lembrava de relaxar cada pedacinho do meu corpo, às vezes balançar era ótimo, e me concentrar na respiração fazia muito bem também.
Isso não é uma regra. Cada mulher, cada corpo, reage melhor de um jeito.
Mas a dica é encarar a dor como parte do processo que vai trazer seu bebê ao mundo. É tentar lembrar que ela pode ser amenizada com movimentos, companhia, com o toque, com a respiração, com gemidos, com gritos… e sempre, sempre se entregar, deixar acontecer.
Hoje eu digo sem medo de me acharem louca que a dor do parto é a melhor dor que já senti na minha vida. Uma dor que acaba no exato segundo em que o bebê nasce, e da qual a gente não consegue mais lembrar nesse mesmo segundo.
Uma dor que não mata ninguém, apenas engrandece, fortalece. Porque quando a gente acha que não aguenta mais, acha que vai morrer, é porque DE VERDADE está bem no finalzinho.
E a recompensa é o que há de maior, de melhor na vida. Aquele olhar do bebê que acabamos de colocar no mundo é inesquecível, e esse prazer é insuperável.”
Publicado originalmente aqui http://mamiferas.blogspot.com.br/2009/03/sobre-dor-do-parto.html?m=1
Toque carinhoso

A importância do toque para o desenvolvimento saudável da criança.

O toque tem um papel fundamental na vida das pessoas. É através dele que muitas vezes podemos expressar o que estamos sentindo: quando fazemos carinho, quando batemos, quando abraçamos, etc. O contato de pele com pele tem a possibilidade de transmitir mensagens ao outro, sobre como estamos nos sentindo. Os neurotransmissores e nervos levam até o sistema nervoso central a “mensagem enviada” (através do toque) e este (o sistema nervoso central) modula, por meio dos próprios neurotransmissores e nervos e, das células imunitárias cutâneas, o estado da pele. Assim, segundo o dermatologista Azambuja “a pele é o órgão de transformação de estímulos físicos em comunicadores químicos e em estados psicológicos. (…) Um contato terno e amoroso na pele produz a sensação de apoio, consolo, companhia e presença amiga; um contato rude e agressivo faz a pessoa sentir-se rejeitada, desprezada, invadida e provoca-lhe reação de defesa ou raiva”(Azambuja, 2005).
Com base nisso aponta-se a importância do toque para o desenvolvimento global do bebê. Existem muitas pesquisas que apontam os benefícios adquiridos pr bebês que são massageados regularmente e ternamente. Estes ganham mais peso, demonstram um desenvolvimento neurológico melhor, tem menos cólicas e problemas respiratórios, por sentirem mais prazer e ficarem mais alegres tem um aumento na sua imunidade, tem um aumento na produção de hormônios de crescimento, tem menos angústia e um sono melhor, além de outras tantas vantagens. Há também toda a reverberação psicológica, causada nos bebês através do toque. Como para o bebê, no seu início de vida, seu mundo está limitado às suas necessidades corporais, a mãe deve lidar com ele em uma linguagem que este compreenda, assim, segundo Winnicott¹, “ela ama de um modo físico, proporciona contato, calor corporal, movimento e quietude de acordo com as necessidades do bebê” (Winnicott, 2000, p.237). Através disso é possível perceber a função essêncial que o toque terno e amoroso exerce na vida e no desenvolvimento do bebê. Este sente-se querido ou não em função do toque que recebe das pessoas que cuidam dele, e mais tarde, isso interferirá na sua visão de si mesmo, nas suas relações interpessoais, na sua auto estima, entre outras coisas. A pediatra e psicoterapeuta Eva Reich, filha de Wilhelm Reich, criou uma massagem para ajudar no desenvolvimento dos recém-nascidos, chamada de “O toque da borboleta”. Antes mesmo desta, já existia uma técnica milenar utilizada na Índia, chamada de Shantala, que foi trazida ao ocidente pelo obstetra francês Leboyer. Ambas as massagens, tem o objetivo de acalmar o bebê, além de reforçar o vínculo entre ele e sua mãe. O toque deve ser relaxante, prazeroso e agradável para ambos. O contato consiste em toques sutis e (geralmente) circulares no corpo do bebê. É importante atentar para a importância deste ato e deixar alguns preconceitos de lado. Mesmo com todos os estudos e orientações, muitos pesquisadores da atualidade ainda vêem a relação dos pais com seus filhos (no mundo ocidental de forma geral) sendo permeada pelo medo de que as crianças cresçam muito dependentes. Assim, muitos pais ainda pensam que pegar muito o bebê ou deixá-lo muito no colo pode, posteriormente levá-lo a ser uma criança manhosa e mimada. Em resposta a esse comportamento, os pesquisadores dizem que os pais estão no caminho errado: o contato físico e a segurança proporcionada por estes farão das crianças mais seguras no momento em que for necessário haver o afrouxamento dos laços entre elas e os pais, e mais capazes de formar relações maduras quando elas finalmente se tornarem adultas. 1-Donald Woods Winnicott, pediatra e psicanalista inglês, desenvolveu um ponto de vista psicanalítico diferente do que se apoiava em sua época, a respeito do desenvolvimento dos bebês, e também uma outra forma de trabalhar com eles. Bibliografia AZAMBUJA, Roberto. 2005. Tocar a pele é estímulo vital – in Dermatologia.net. http://www.dermatologia.net/neo/base/psiquismo/poder_do_toque.htm WINNICOTT, D. W. Da pediatria à psicanálise: obras escolhidas. Rio de Janeiro: Imago Ed., 2000.

fonte: http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=411